Desempenho do frango vivo em junho de 2014

01/07/2014

Os dois fatores que – contava-se – deveriam atuar positivamente sobre o mercado do frango vivo e abatido em junho de 2014 não tiveram a mínima influência sobre o setor.

O primeiro desses fatores, ressaltado desde o final do ano passado, seria a realização, no País, do Campeonato Mundial de Futebol. Mas, como se observa, a Copa entra agora em sua fase decisiva sem ter determinado qualquer alteração no andamento do mercado. O máximo que pode ter proporcionado foi o aumento na venda de asas de frango como acompanhamento do churrasco de carne bovina.

O segundo fator, tradicional, é o fim do período de safra da carne bovina – que, normalmente, puxa para cima o preço de boi, suíno e frango a partir do mês de junho. Mas em 2014 o fim da entressafra também gerou efeitos mínimos no mercado. Pelo menos até agora.

A realidade é que, ao contrário do que se esperava e do que ocorreu em junho de 2013, o frango vivo terminou o mês com um preço médio quase 1% menor que o do mês anterior. Com isso, retrocedeu ao menor valor de 2014 e ao segundo menor valor em 12 meses. Ou seja: em um ano, pior que este último junho só julho do ano passado. E, ainda assim, por diferença mínima (três centavos).

É verdade que em relação ao mesmo mês de 2013, junho apresentou variação positiva próxima de 15%. Mas isto não representou valorização. É que, um ano atrás, o frango vivo se encontrava “no fundo do poço” (a valorização anual, então, foi de apenas 1,84%, índice visivelmente inferior à inflação; e aos custos).

O corolário desse fraco desempenho foi o fechamento do primeiro semestre de 2014 com um preço médio inferior ao do mesmo período de 2013. Independente da inflação acumulada no período e dos custos – com evolução mais moderada, mas ainda maiores que os dos seis meses iniciais do ano passado.

A que imputar esse resultado, inferior ao do boi e do suíno, se – nas projeções do próprio setor – a expansão vem sendo moderada, da ordem de 3%? Queda no consumo, como ocorreu em anos anteriores?

Talvez as projeções precisem ser revistas e a produtividade efetiva do frango deva ser reavaliada. Pois, pelas indicações de executivos do setor, a atividade vem explorando melhor o potencial genético contido nas atuais linhagens em criação no País, o que significa, em síntese, que o frango do momento é bem mais pesado do que apontam as estatísticas. Aliás, um bom sinalizador nesse sentido é o último levantamento do frango inspecionado divulgado pelo IBGE. 

 

Fontes: AviSite/Jox.


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