Mercado de frango inicia junho com otimismo

10/06/2014

O setor avícola iniciou o mês de junho bem mais otimista em relação a maio. "Boas notícias marcaram os negócios ao longo da semana, como a confirmação de um bom desempenho das exportações e a retomada da demanda pelo frango vivo, o que culminou na recuperação dos preços pagos aos produtores em boa parte do país", comenta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.

De acordo com dados divulgados nesta semana pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango (considerando produtos inteiros, cortes, salgados e processados) alcançaram 347,4 mil toneladas em maio, alta de 1,2% frente ao mesmo mês do ano passado. Em receita, foi registrada queda de 7,7%, com US$ 705,3 milhões. "Apesar de comparativamente menor em relação ao quinto mês de 2013, em maio deste ano retomamos os resultados de exportação em patamares superiores a US$ 700 milhões, o que confirma a tendência indicada já em abril, de recuperação de receita cambial do setor", destaca Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações atingiram 1,606 milhão de toneladas de carne de frango, resultado 1,4% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Já em receita, houve queda de 10,3% segundo o mesmo período comparativo, totalizando US$ 3,1 bilhões.

Segundo Iglesias, outros três fatores foram positivos ao mercado na semana, como os sinais de que os cortes de produção começaram a aparecer, o recuo nos preços do milho e a disparada de preços do boi. "O primeiro ponto sinaliza uma oferta melhor ajustada ao perfil de demanda, reduzindo os excedentes existentes no mercado interno, o segundo traz um melhor cenário ao avicultor, pois proporciona um alívio nos custos e uma melhor margem de remuneração. Já o terceiro tende a contribuir para uma demanda mais efetiva para a carne de frango, com preço mais atrativo frente à bovina", afirma.


Dados divulgados nessa semana pela Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco) indicaram que a produção de pintos de corte alcançou 497,6 milhões de cabeças em março, volume 5,14% inferior ao do mesmo mês de 2013, de 524,6 milhões de cabeças. No acumulado do primeiro trimestre, a produção alcançou 1,505 bilhão de cabeças, 0,7% aquém das 1,516 bilhão de cabeças registradas entre janeiro e março do ano passado.

"Se a produção brasileira caminhar ao redor de 500 milhões de pintos de corte por mês, certamente teremos um mercado mais regulado no restante do ano, bem diferente do quadro observado em janeiro, quando a produção de 525,4 milhões de cabeças foi exagerada e acabou comprometendo o andamento do setor nos últimos meses", avalia Iglesias.

O levantamento realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que o preço do frango vivo em São Paulo, nesta quinta-feira (05), ficou em R$ 2,15, sem alterações frente ao valor praticado na semana anterior. Em Minas Gerais, o preço subiu vinte centavos durante a semana e chegou a R$ 2,05.

Na integração catarinense a cotação do frango vivo subiu de R$ 2,05 para R$ 2,10 nesta semana. No Paraná, o quilo foi cotado a R$ 2,05 na integração (oeste do Estado), contra os R$ 2,00 praticados na semana anterior. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu cinco centavos na variação mensal, de R$ 2,05 para R$ 2,10.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 1,80 para R$ 1,95. No Distrito Federal e em Goiás o quilo vivo apresentou alta de quinze centavos na semana, passando de R$ 1,85 para R$ 2,00.

Em Pernambuco o quilo vivo ficou em R$ 3,30, mesmo valor praticado na semana passada. No Ceará a cotação do quilo vivo se manteve em R$ 3,20 na comparação semanal, enquanto no Pará o quilo vivo foi cotado a R$ 3,30, apresentando estabilidade ante a semana anterior.

Fontes: AveWorld/Safras & Mercados


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